quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entrevista a nossa querida amiga e colega Dina Coelho Guerreiro



 Dina Coelho Guerreiro

1.      Olá Dina, gostaria que me contasses como entraste no mundo da Cartomancia.

Descobri, um dia na casa de uma amiga, um baralho da Doreen Virtue que achei muito interessante, pois fugia aos padrões dos baralhos mais tradicionais que conhecia.
Cada vez que visitava a minha amiga tirava cartas desse baralho, que me diziam sempre o que precisava naquele momento. Até que um dia ela ofereceu-mo, tornou-se desde então um instrumento de sabedoria, que utilizava todos os dias.
Depois disso, outra amiga ofereceu-me mais dois baralhos dessa autora. Posso dizer que o meu caminho começou por aí de forma consciente, mas ao longo da minha vida tive sempre contacto com a Cartomancia, sempre por mãos de amigos, que me faziam tiragens, que me mostravam os seus baralhos, os seus tesouros.

2.      O teu baralho “Oráculo para a Alma” tem sido, todos os dias, uma grande ajuda para mim. Tem-me ajudado na compreensão do meu ser, tem-me dado conselhos muito úteis sobre como enfrentar o meu dia a dia. Eu e o teu público tem curiosidade em saber como nasceu o baralho “Oráculo para a Alma” e como surgiu a ideia dos símbolos que ele carrega. Podes falar-nos um pouco sobre isso? 


Fico muito feliz pela ajuda que este meu trabalho te tem dado, as tuas palavras enchem-me o coração de gratidão. Obrigada!
O “Oráculo para a Alma” surge da minha necessidade de ter um baralho que respondesse aos meus anseios, às minhas questões pessoais e com que me identificasse.


Quando decidi criar este baralho tinha já muitas imagens na minha mente, imagens que me acompanhavam há alguns anos e que precisava de materializar. São representações dos seres e símbolos que povoam o meu mundo interno, que se revelaram em meditações e em terapias energéticas a que me submeti, também são imagens que me acompanharam sempre, desde que me lembro, mas que apenas existiam esboçadas.


Criar este baralho foi como trancrever por imagens e palavras o meu mundo espiritual, o mundo da minha criança interior.

3.      Sei também que criaste um baralho de Tarot. Como nasce o estilo artístico que  usas neste baralho? Porque ele é bem diferente daqueles baralhos tradiconalistas a que estamos habituados a ver. 

O “Tarot da Imperatriz” é a realização de uma ideia muito antiga de criar um baralho de Tarot, há uns 12 anos pelo menos que tinha esta ideia, mas não encontrei a expressão certa para o criar. Isto porque, para mim, o Tarot tem um simbolismo muito forte, e que está presente no imaginário colectivo.



Este estilo artístico  faz parte de uma exploração ao nível do desenho que foi surgindo naturalmente mas em contextos diferentes do Tarot. 


Utilizei muito este estilo em pintura e também em cerâmica, é um estilo de desenho que me permite intensificar a força dos simbolismos, permite-me encontrar formas não pré definidas, formas que surgem do imaterial, do invisível… Como se os traços se revelassem, como se seguissem o seu próprio caminho e me mostrassem os seres, os objectos que já lá estavam, eu só os encontrei.

4.      És uma autora, cartomante portuguesa. Como é a Cartomancia em Portugal? 

Penso que a Cartomancia em Portugal é mediatizada por algumas personalidades que entram em programas televisivos, e pelo que sei está abraçada e acarinhada pela Casa de Tarot de Lisboa e pelo seu fundador João Caldeira, que faz um trabalho muito importante.
A ideia de cartomante em Portugal ainda é vista com muito preconceito, este termo ainda é utilizado de forma depreciativa e consequentemente a cartomancia também. As pessoas, no geral ainda procuram uma cartomante muitas vezes como se fosse algo proibido, secreto e visto pela sociedade como algo reprovável. As/os cartomantes ainda são vistos muitas vezes como vigaristas ou ligados a forças obscuras, como a bruxaria. Acho que se mistura muito “alhos com bugalhos”, como se costuma dizer, mas penso que tem vindo a melhorar. Na minha opinião o interesse das novas gerações por esta área tem trazido, também uma renovação de pontos de vista acerca da cartomancia que é uma verdadeira arte e carrega com ela informação muito valiosa sobre a Humanidade e os símbolos que a povoam desde sempre.

5.      O que se poderia melhorar na Cartomancia Portuguesa? 

Penso que a cartomancia portuguesa está a seguir um bom caminho sob a alçada de pessoas como o João Caldeira e outras pessoas que fazem um bom trabalho. O futuro dirá que caminho poderá tomar, está tudo em aberto.
A boa cartomancia é aquela que cada cartomante faz de coração aberto, com amor pela profissão, com respeito pelo outro, pelos seus consulentes, com o gosto em ajudar. Para mim, é este o caminho que a cartomancia em Portugal e em qualquer lugar do mundo deve tomar e é assim que melhora certamente, com a prática de cada um feita com amor, estudo e dedicação.

6.      Quais os teus projectos futuros? 

Tenho várias ideias para futuros projetos, uns estão em andamento, outros em estado embrionário. A seu tempo irei revelá-los.
Mas quero continuar a trabalhar na área da cartomancia, como cartomante e ilustradora.

7.      Quando te aproximaste no mundo do Petit Lenormand?

O Petit Lenormand entrou na minha vida através de ti, Odete. Comentei um dia no Facebook uma publicação tua acerca de uma tiragem e adicionaste-me ao grupo de estudos “Baralho Lenormand em Portugal com Odete Lopes”, e a partir daí comprei um baralho na “De Keizerin Boutique” da Socorro van Aerts e pronto, a partir daí tenho aprendido todos os dias.

8.      Qual o "estilo" que segues?

Sigo o estilo europeu.

9.      Quais os conselhos que darias para quem está a dar os primeiros passos nos estudos da Cartomancia?

Confiança, vontade de aprender, aprender com os erros, optar por um estilo, fazer uma listagem do que cada carta quer dizer para si, fazer apontamentos, começar pelas tiragens mais simples, partilhar informação, fazer tiragens a outras pessoas, aceitar tiragens de outras pessoas…

10.  Onde se pode comprar os teus Baralhos?

Neste momento, os desenhos originais do “Oráculo para a Alma” estão disponíveis para compra, espero que num futuro próximo mais baralhos possam estar disponíveis também.

11.  Para quem esteja interessado em fazer uma consulta contigo, como te pode contactar?

Para consultas podem contactar-me pelo Facebook        https://www.facebook.com/OraculoparaAlma

12.  Agradeço muito a tua disponibilidade para esta entrevista. Mais do que tudo, agradeço pelo lindo baralho “Oráculo para a Alma” que o tenho como amigo conselheiro. Muita luz, amor e sucesso para os projectos passados, presentes e futuros. 

Agradeço-te do fundo do coração pelas tuas palavras e pela oportunidade de fazer esta entrevista contigo. Obrigada e que a Abundância, a Prosperidade, a Paz, a Harmonia e o Amor estejam sempre presentes na tua vida.

Obrigada àqueles que lerem esta entrevista, pela atenção. Luz para todos!
Dina Coelho Guerreiro
15.10.2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Curso em PORTUGAL (Lisboa)

PORTUGAL (Lisboa)!!!!!
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Parte 3, Grand Tableau, contagem

Passo 6

Repetir a contagem tendo como ponto de partida a sétima carta da quinta contagem.
Nesta contagem, a sétima carta vai coincidir com a CT ou CC a partir da qual iniciamos a primeira contagem representada na figura 1.


7

1

2

3

4

5

7

6

1

2

3

4

5

6

7

1

2
 

3
 

4
 

5

6
 

7

1

2

3

4

5

6

1

7

2

3

4

5

6

1

7

2



3


4

5

6


Figura 6

Após conclusão do passo 6 ficam identificadas seis cartas que darão informações preciosa relativamente à questão em análise.

Primeira Carta
CT

Segunda
carta

Terceira carta

Quarta carta

Quinta
carta

Sexta carta
Figura 7


Este método pode ser aplicado com contagens de 3, 4 ou 5 cartas, obtendo assim maior número de cartas importantes no estudo do problema em análise.
Assim, com a contagem de:

·         3 cartas, obtêm-se 18 cartas;
·         4 cartas, obtêm-se 11 cartas;
·         5 cartas, obtêm-se 17 cartas.

Pode acontecer que sinta dificuldade em recordar qual ou quais cartas identificadas nas contagens. Proponho três métodos que podem ajudar a identificar as cartas na mesa sem ter que recorrer constantemente à contagem:
1.    Coloque todas as cartas com as imagens para baixo deixando visível só a carta tema. Faça a contagem e vire unicamente as sétimas cartas. Assim terá visíveis unicamente as 6 cartas objeto da “leitura”.
2.    Prepare 6 papeizinhos numerados de 1 a 6 e anote em cada um deles a identificação da sétima carta de cada contagem respeitando a sua ordem.
3.    Vá tirando as cartas da GT pela ordem de contagem e coloque-as noutra localização da sua mesa. Comece por retirar a CT, conte mais sei cartas e retire a sexta carta, movimentando-se sempre da esquerda para a direita, sem desmanchar a GT. Depois de concluída a “leitura” recoloque-as novamente nos respetivos lugares caso pretenda recomeçar a contagem para analisar outro tema! (Com a mesma GT é possível fazer varias “leituras” sobre os mais variados temas da vida: amor, relação, família, dinheiro, trabalho, saúde, etc.).
Primeira Carta
CT

Segunda
carta

Terceira carta

Quarta carta

Quinta
carta

Sexta carta
Figura 8

Teste todas as possibilidades e veja qual delas se adapta melhor a si!

Como “ler” estas 6 cartas?
1.    A leitura destas seis cartas pode fazer-se à medida que se vão identificando as sétimas cartas de cada contagem, partindo da carta tema. Por outras palavras, uma vez identificada a sétima carta de uma contagem, faz-se a leitura dela em função da CT e da carta identificada na contagem anterior, porque estão ligadas entre si.
Observe o gráfico abaixo representado:

Primeira Carta
CT

Segunda
carta

Terceira carta

Quarta carta

Quinta
carta

Sexta carta
Figura 9
Faça a combinação das cartas: 1 +2; 2 + 3; 3 + 4; 4 + 5; 5 + 6.

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Odete Lopes